François Jost dá palestra na Universidade do Algarve sobre Televisão
Por: Ângela Gago e Lénia Maria
François Jost, professor da Sorbonne Nouvelle e Director do Centro de Estudos e Imagens Mediáticas (CEIM), esteve na Universidade do Algarve para uma palestra sobre Televisão. O professor francês deu a conhecer o seu trabalho de investigação nesse campo, que é enviado para o Instituto Nacional de Audiovisual (INA), desde 1995.
Durante a palestra, dirigida aos alunos do curso de Ciências da Comunicação, entre outros de mestrado e doutoramento na área, o Professor Jost sublinhou a ideia de que «por vezes o que vemos na televisão não é real». Segundo Jost, a Televisão conta com «três mundos»: o real, o fictício e o lúdico, constantes no primeiro de três princípios básicos no mundo televisivo.
O Director do CEIM afirma que o «mundo real» inserido nos programas televisivos transmite «conhecimentos sobre o mundo», ou seja, dá ao telespectador uma perspectiva do mundo sem efeitos especiais, guiões ou outros, como são disso exemplo todos os programas transmitidos em directo. Pelo contrário, o «mundo fictício» é, segundo afirma o Professor, «um mundo inventado», onde vigoram a ficção e os efeitos especiais. Já o “mundo lúdico”, que “se encontra entre o mundo real e o mundo mental”, inclui ainda a vertente de entretenimento. Como exemplos dos jogos e actividades apontou programas como «Big Brother» e «Loft Story».
O Professor da Sorbonne Nouvelle não terminou a sua apresentação sem algumas noções sobre os diferentes actores intervenientes em comunicação televisiva e ainda houve espaço para esclarecimento de dúvidas, uma mais-valia para o enriquecimento da cultura televisiva da comunidade escolar.
Por: Inês Calhias, Joana Varela, Joana Sousa e Mafalda Ferreira
O Dia Mundial da Alimentação comemorou-se a 16 de Outubro e a Redacção 2.3 quis saber quais os hábitos alimentares da comunidade académica da Universidade do Algarve (UAlg). Grande parte dos estudantes não pratica uma alimentação saudável.
“Não tenho uma alimentação equilibrada porque passo a maior parte do dia na escola e só como porcaria”, confessa Ana Sousa. A sua experiência é partilhada por grande parte dos alunos da sua faixa etária, entre os 19 e 20 anos. Já Catarina Taveira afirma ter um regime mais rigoroso: “Costumo ter muita preocupação com a alimentação e, por acaso, estou a fazer dieta”.
A média de refeições por dia dos alunos varia entre 3 e 6, sendo que alguns dispensam a considerada refeição mais importante do dia. “Às vezes não tomo o pequeno‑almoço”, reconhece Hugo Pereira. E aqueles que ainda têm por hábito tomá-lo fazem-no na universidade, como constata João Guerreiro: “Costumo comer o pequeno‑almoço na escola”.
Um dos hábitos alimentares que predomina entre os alunos é comer fast-food, muito embora varie o número de vezes que o fazem por semana. A maioria dos alunos opta por este tipo de alimentação entre 2 a 4 vezes por semana, mas há quem o faça com muito mais frequência. “Como fast-food pelo menos duas vezes por dia”, afirma João Guerreiro. Já Cesarina Sousa, funcionária da Universidade de 43 anos, afirma: “Não costumo comer fast-food. Por vezes é apenas três vezes por ano”, um indicador de que este tipo de refeições é tendencialmente característico da faixa etária dos jovens estudantes.
No que respeita aos locais de restauração mais frequentados pelos alunos, tanto dentro do Campus como nas cantinas e bares nas imediações, Isabel Planeta, funcionária no Bar da ESEC, também é da opinião que “os alunos não têm uma boa alimentação porque comem muita porcaria”. São diversos os produtos alimentares vendidos neste estabelecimento, desde sumos, iogurtes, sandes, sopa, croissants, cachorros, hambúrgueres, fruta, e quando questionada sobre se deveriam ser postos à venda produtos mais saudáveis no bar, Isabel considera a escolha suficiente, acrescentando que é feita a inspecção ao bar todos os meses.
Também na cantina do Campus da Penha se pratica um regime de alimentação saudável. Todos os dias são postos ao dispor dos alunos um prato de carne, um prato de peixe e um prato de dieta, com a preocupação de não fazer muitos fritos e gorduras, mas sim “mais cozidos e guisados”, como nos assegura Lurdes Policarpo, funcionária desta cantina. Acerca do controlo alimentar que este local tem, a Redacção 2.3 ficou a saber que é regularmente visitado por uma empresa especializada em inspecção alimentar.
Apesar das garantias dadas pelos Serviços de Acção Social de que a alimentação proporcionada pelas cantinas é a mais saudável, nem sempre são os refeitórios as primeiras opções dos alunos. Porque a vida académica exige muito tempo, a preocupação com uma alimentação saudável é desvalorizada, recaindo a escolha para as refeições mais rápidas e menos saudáveis.

Periódico Correio da Manhã é a leitura diária de eleição de muitos farenses
Homens e mulheres farenses estão em pé de igualdade no que toca aos hábitos de consumo de jornais
Em frente à Doca de Faro, dentro do seu carro estacionado e com o parquímetro a marcar o tempo e o ritmo da sua leitura José Correia folheia o Correio da Manhã.
A imagem a que nos habituamos do leitor a usufruir de uns minutos de informação, enquanto lê descansadamente o seu jornal ou revista, num café de Faro, é, hoje em dia, rara. O stress citadino e a vida profissional interferem cada vez mais nas rotinas de leitura de imprensa dos farenses. É o caso de Zélia, empregada na indústria hoteleira, que admite que por passar «o dia inteiro ao computador, a trabalhar» nem sempre tem «disponibilidade para ler jornais, e revistas só no Inverno», quando há menos trabalho.
Diariamente passam pelos quiosques vários leitores. Desprogramados de qualquer tipo de estereótipos. Os hábitos de leitura dos farenses mudaram ao longo dos anos, mas quando questionados sobre uma eventual mudança do consumidor tipo de jornais os comerciantes hesitaram em defini-lo. De diferentes idades, classes profissionais e sociais, «um pouco de tudo» como descreveram os vendedores, entre os quais 62% de consideraram o cliente tipo indefinido. Os homens e mulheres farenses estão em pé de igualdade no que toca aos hábitos de leitura de jornais, mas as leitoras de Faro dominam as vendas das revistas. As farenses ocupam o primeiro lugar como consumidoras de revistas, sejam elas generalistas, de moda ou «cor-de-rosa.

O sector global da edição teria um 2009 «doloroso»
Foi em 2008 que o Relatório de Avaliação do Plano Nacional de Leitura (PNL), um estudo liderado pelo sociólogo António Firmino da Costa, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), revelou que os hábitos de leitura estavam a crescer em Portugal. O aumento estava relacionado com a leitura através das novas tecnologias: mensagens no telemóvel, computador e acesso à Internet. No entanto, na leitura em suportes como jornais e revistas o crescimento era menos acentuado. Um ano depois, em Janeiro, a consultora Deloitte no seu relatório anual sobre Tecnologia, Media e Telecomunicações, afirmou que a imprensa continuaria a enfrentar desafios.
Natália Pedro, Daniela Ceita, Mário Santos, todos estes revendedores afirmam que as vendas reduziram efectivamente em comparação com 2008. No geral, Phil Asmundson, vice-presidente da Deloitte avançava que «as condições económicas, as preferências de consumo de media e os avanços da tecnologia digital teriam um impacto na despesa dos consumidores e no investimento das empresas». O já mencionado estudo previa que «o sector global da edição teria provavelmente um 2009 doloroso». Na baixa de Faro, no que toca ao decréscimo das vendas, cumprem-se estas tendências.